Se há coisa de que eu tenho medo é da morte.
A sério, tenho um medo imenso de morrer. Não tanto da forma como morreirei, porque é tão certo como os impostos, mas de morrer! De me ir, finar, acabar pura e simplesmente.
Custa-me horrores a aceitar que poderei não passar de um simples fósforo: o pau acaba e pronto está feito, não há mais nada que reste.
Por vezes à noite quando me vou deitar deito a cabeça na almofada e o conceito de morte imediatamente me vem à cabeça. Não sei explicar porquê, mas é algo recorrente. Fico ofegante, o batimento cardíaco sobe em flecha, entro em quase desespero perante a ideia de que um dia o meu destino conhece o seu fim, é quase como um pequeno ataque de pânico. É assustador.
Tento afastar estes pensamentos, mas eles voltam.
Eu quero viver, adoro viver, eu preciso de viver!